ITCMD em 2026: Novas Regras, Aumento de Alíquotas e Como Reduzir o Impacto no Inventário

ITCMD em 2026 e planejamento sucessório para reduzir imposto no inventário e na herança
Planejamento sucessório ajuda a reduzir o impacto do ITCMD em 2026 sobre heranças, imóveis, veículos e patrimônio familiar.

O ITCMD em 2026 passou a ocupar o centro das preocupações de quem precisa lidar com inventário, herança ou planejamento sucessório. Com mudanças relevantes na legislação, muitos herdeiros foram surpreendidos por alíquotas mais altas, novas regras de cobrança e um impacto financeiro maior no momento da partilha.

Você já se perguntou por que o valor do inventário ficou tão mais caro de um ano para o outro? Ou por que famílias que não se planejaram acabam pagando muito mais imposto do que deveriam?

Neste artigo, vou explicar de forma clara e acessível o que mudou no ITCMD em 2026, como essas alterações afetam o inventário, quem paga mais imposto e, principalmente, quais estratégias legais podem reduzir esse impacto, sempre dentro da lei.

O que é o ITCMD e por que ele pesa tanto no inventário?

Antes de falar das mudanças, precisamos entender o básico.

O ITCMD, sigla para Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, é o imposto cobrado quando ocorre:

  • Transmissão de bens por herança
  • Doação de bens ou valores em vida

Na prática, sempre que um patrimônio muda de titularidade sem venda, o Estado cobra esse imposto.

Por que o ITCMD costuma surpreender as famílias?

Porque ele incide sobre o valor total do patrimônio transmitido, e não apenas sobre dinheiro disponível.

Imagine um cenário comum:
Uma família herda um imóvel avaliado em 800.000, mas não recebe dinheiro em conta. Mesmo assim, precisa pagar o ITCMD em dinheiro, em prazo curto, para concluir o inventário.

É aqui que muitos entram em dificuldade financeira.

ITCMD em 2026: o que mudou na prática?

Adoção da alíquota progressiva

Uma das principais mudanças do ITCMD em 2026 foi a ampliação do uso da alíquota progressiva, ou seja:

  • Quanto maior o valor da herança ou da doação, maior o percentual do imposto
  • A lógica se aproxima do Imposto de Renda

Isso significa que patrimônios mais elevados passaram a pagar percentuais significativamente maiores do que nos anos anteriores.

Fim da alíquota única em muitos estados

Antes, era comum encontrar estados com uma alíquota fixa, geralmente entre 2% e 4%.

Agora, muitos passaram a aplicar faixas, por exemplo:

  • Até determinado valor: 2%
  • Faixa intermediária: 4%
  • Valores mais altos: 6% ou até 8%

O resultado prático é um aumento real da carga tributária sobre heranças maiores.

Por que os estados aumentaram o ITCMD?

Você pode estar se perguntando: por que o governo resolveu mexer nisso agora?

Existem três razões principais:

  1. Autorização constitucional
    A Constituição permite que os estados aumentem o ITCMD até o limite definido em lei complementar.
  2. Necessidade de arrecadação
    Estados enfrentam dificuldades fiscais e veem no ITCMD uma forma de aumentar receita.
  3. Combate à falta de planejamento sucessório
    A ideia é estimular a regularização patrimonial, embora na prática muitas famílias sejam penalizadas por falta de informação.

Quem sente mais o impacto do ITCMD em 2026?

O impacto não é igual para todos.

Famílias sem planejamento sucessório

Quem deixa tudo para ser resolvido apenas no inventário costuma pagar mais imposto, além de custos com:

  • Honorários
  • Taxas cartorárias
  • Custas judiciais, quando o inventário é judicial

Herdeiros de imóveis valorizados

Imóveis antigos, comprados por valores baixos, hoje são avaliados pelo valor de mercado. Isso eleva automaticamente o ITCMD.

Famílias com patrimônio concentrado

Quando todo o patrimônio está em nome de uma única pessoa, a transmissão ocorre de uma vez só, caindo nas faixas mais altas da alíquota progressiva.

Como o ITCMD é calculado no inventário?

O cálculo segue uma lógica simples:

  1. Avaliação dos bens
  2. Aplicação da alíquota conforme a faixa de valor
  3. Emissão da guia de pagamento

Atenção à avaliação dos bens

Aqui está um ponto crítico.

O Estado pode:

  • Aceitar o valor declarado
  • Contestar e exigir reavaliação
  • Utilizar valores de referência próprios, especialmente para imóveis

Isso pode gerar discussões e atrasos no inventário.

ITCMD em 2026 no inventário extrajudicial e judicial

Inventário extrajudicial

Mais rápido e econômico, mas exige:

  • Todos os herdeiros maiores e capazes
  • Consenso entre as partes
  • Pagamento do ITCMD antes da lavratura da escritura

Se quiser entender melhor esse caminho, vale a leitura do artigo Inventário Extrajudicial: Resolva a Herança de Forma Rápida e Econômica.

Inventário judicial

Obrigatório quando há:

  • Menores ou incapazes
  • Conflito entre herdeiros
  • Testamento

Aqui, o ITCMD também precisa ser recolhido, mas o processo costuma ser mais longo.

Como reduzir legalmente o impacto do ITCMD em 2026?

Essa é a parte que mais interessa às famílias.

Planejamento sucessório antecipado

O planejamento feito em vida permite:

  • Distribuir bens de forma estratégica
  • Reduzir a base de cálculo do imposto
  • Evitar concentração patrimonial

Um bom exemplo é o que explicamos em Planejamento Sucessório: Como Evitar Conflitos Familiares Após a Sua Partida.

Doação em vida com reserva de usufruto

Essa estratégia é muito usada e totalmente legal.

Funciona assim:

  • O bem é doado aos herdeiros
  • O doador mantém o direito de uso e renda
  • O ITCMD pode ser pago em momento mais favorável

Mas atenção: nem sempre é a melhor opção. Para entender quando vale a pena, veja Doação em Vida ou Testamento? Veja Quando Cada Opção Vale a Pena.

Fracionamento de doações

Em vez de doar tudo de uma vez, é possível:

  • Realizar doações periódicas
  • Permanecer em faixas menores de alíquota
  • Reduzir o imposto total ao longo do tempo

Holding familiar

A holding permite organizar o patrimônio em uma empresa familiar, facilitando:

  • Sucessão
  • Controle
  • Redução de conflitos
  • Planejamento tributário

Mas exige cuidado jurídico. Por isso, recomendamos a leitura de Holding Familiar: Vantagens e Cuidados na Proteção Patrimonial.

O que acontece se o ITCMD não for pago?

Não pagar o ITCMD gera consequências sérias:

  • Multa
  • Juros
  • Impossibilidade de finalizar o inventário
  • Bloqueio de registro de imóveis
  • Problemas futuros na venda dos bens

Ou seja, ignorar o imposto não é solução.

ITCMD em 2026 e herança no exterior

Quando há bens fora do país, a situação fica ainda mais complexa.

Alguns estados tentam cobrar ITCMD sobre:

  • Bens no exterior
  • Valores mantidos fora do Brasil

Esse tema exige atenção especial e costuma demandar análise caso a caso, como explicamos em Herança no Exterior: Passos para o Inventário Internacional.

Erros comuns que aumentam o ITCMD sem necessidade

  • Falta de planejamento
  • Avaliação incorreta dos bens
  • Deixar tudo para o inventário
  • Não buscar orientação jurídica especializada
  • Confundir economia com improviso

Esses erros custam caro e podem ser evitados.

Perguntas frequentes sobre o ITCMD em 2026

O ITCMD é igual em todo o Brasil?

Não. Cada estado define suas alíquotas e regras dentro dos limites legais.

Posso parcelar o ITCMD?

Em muitos estados, sim. As condições variam conforme a legislação local.

Quem paga o ITCMD?

Via de regra, quem recebe a herança ou a doação.

Doação em vida sempre reduz imposto?

Nem sempre. Depende do valor, do momento e da estratégia adotada.

Planejamento sucessório é só para ricos?

Não. Ele é ainda mais importante para quem não pode perder patrimônio com impostos desnecessários.

Checklist final: o que você precisa saber sobre o ITCMD em 2026

  • O ITCMD em 2026 passou por aumento de alíquotas em muitos estados
  • A alíquota progressiva faz heranças maiores pagarem mais imposto
  • Inventários sem planejamento costumam ser mais caros
  • Existem estratégias legais para reduzir o impacto tributário
  • Planejamento sucessório feito em vida protege a família
  • Cada caso exige análise individualizada

Conclusão

O ITCMD em 2026 tornou o inventário mais caro para muitas famílias, mas isso não significa que o prejuízo seja inevitável. Informação, planejamento e orientação jurídica fazem toda a diferença.

Quando o assunto é herança, o custo da falta de planejamento costuma ser muito maior do que o investimento em uma orientação adequada.

Se este conteúdo ajudou você a entender melhor o tema, aproveite para ler outros artigos aqui no site e aprofundar seu conhecimento sobre sucessões.

Ficou com alguma dúvida sobre o ITCMD ou quer entender qual é a melhor estratégia para o seu caso?
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